por Cyn Cardoso
Artigos com o marcador Moda
Livro “Entre tramas, rendas e fuxicos” da Globo
30/07/10

Confira o post em meu site Silent Devotion sobre o Livro “Entre tramas, rendas e fuxicos – O figurino na teledramaturgia da TV Globo” que ganhei esta semana do pessoal do Departamento de Mídias Sociais da Rede Globo.
O livro é super bacana e lá no post tem algumas fotos dele.
Novos talentos da moda italiana
23/07/10
É fim de ano acadêmico na Itália e momento de apresentação dos trabalhos de final de curso de moda das principais escolas italianas. Isso significa uma nova safra de novos profissionais saindo do forno e quem sabe desses surgirão novos talentos. Confira a seguir alguns destaques:
Milão
IED – Istituto Europeo di Design

1 – Marco Russo, 2 – Irene Santos, 3 – Anna Bratanova, 4 – Andrea Paolo Colombo, 5 – Chiara De Ciuceis, 6 – Or Druyan
Istituto Marangoni

1- Gilda Massi, 2- Anna Mignanego , 3 – Francesca de Simone, 4 – Elettra Gotti, 5 – Gionata Ierardi, 6 – Giuditta Lazzarini
Firenze
Polimoda

1 – Thomas Derbyshire, 2 – Stephanie Nadinic, 3 – Johanna Katharina Maninger, 4 – Nadia Delpopolo, 5 – Alice Godin, 6 – Matteo Busanna
Roma
IED – Istituto Europeo di Design

1 – Casaco Amina Tardella, vestido Elisiana Giuliani, 2 – Outfit Beatrice Lolli, meias Ilaria Lappano , 3 – Outerwear Alfredo Paparo , 4 – jaqueta Barbara Paris, vestido Quiao Qian , 5 – Fabrizio Costabile , 6 – Juliana Mihai
E aí o que acharam? Na minha opinião nossos estilistas não dejam nada a desejar aos italianos, não é verdade? Para ver mais visite: Style.it
O que é moda para você?
02/07/10

Modelo Lovani Pinnow
Nos contem, qual a primeira coisa que vem à cabeça de vocês quando o assunto é moda?
Desfiles, passarelas, modelos, uma expressão de arte? O que é moda para você? E estilo? Você tem seu estilo?
Camouflage quer saber.
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Gabrielle Coco Chanel
24/06/10
Artigo previamente publicado por mim no site Chat Feminino em August 21, 2009 (21:22)
Nossa queridíssima Nary já postou por aqui, o trailer de Coco Avant Chanel, filme baseado na biografia de Gabrielle Chanel, a mais querida estilista entre os fashionistas de plantão. O filme, que confesso estar louca para assistir, tem previsão de estréia para outubro deste ano.
Enquanto espero ansiosíssima pelo filme, espero conseguir mostrar vocês um pouquinho sobre a estilista e o porquê dela ser tão admirada ainda nos dias de hoje, não somente por sua obra, mas principalmente por sua atitude completamente avant-garde.
Mademoiselle Chanel nasceu no ano de 1883 em uma pequena cidade comercial de Saumur. De família extremamente pobre, foi mandada a um orfanato de freiras aos 12 anos de idade devido à morte prematura de sua mãe. Aos 18 foi colocada em um internato para moças onde dormia sem aquecimento e lavava as escadas depois das aulas e aprendeu a costurar. Devido à infância difícil se tornou uma mulher bastante forte e até mesmo dura. Entendia que para deixar para trás sua condição de extrema pobreza, deveria trabalhar duro.
Trabalhou como vendedora em uma loja de tecidos, e sonhava com uma carreira de cantora de cabaré. Chegou a cantar em um café chamado La Rotonde e ganhou o apelido de Coco por costumar cantar uma canção infantil chamada “Qui qu’a vu Coco”. Aos 25 anos conhece o herdeiro de uma grande fabrica de tecidos, Etiene Balsan, que se apaixona por madeimoselle Chanel e a leva para Royallieu, perto de Paris. Assim, Coco conhece a alta sociedade parisiense e percebe que as mulheres não passavam de objetos para excitar a libido dos homens.
Esta é a Belle Époque, período em que mulheres ainda eram aprisionadas por tortuosos espartilhos que lhes deformavam o corpo, afinando a cintura e apertando as costelas flutuantes e orgãos internos. Coco, que não queria ser mais um objeto, decide sabotar estas tendências e começa a transformar suas roupas e a vestir-se de forma mais simples, encontrando sua inspiração nos trajes masculinos.
Gabrielle passa a impor sua maneira de ser em seu modo de vestir, quase que pregando a liberdade de movimentos e a elegância na simplicidade. Menos, para Coco é mais e assim ela percebe uma oportunidade de ganhar dinheiro transformando a moda imposta até então. Abre em Paris um atelier de chapéus. Suas criações são nada mais que fruto de suas necessidades, se criava vestidos para a noite era poque ela própria era convidada para festas da alta-sociedade. Cria roupas feitas em jersey ou tweed para poder cavalgar como faziam os homens e usava de materiais que antes eram considerados pobres para superar a crise do pós-guerra na qual materiais considerados mais elegantes eram escassos.
Até Chanel, a cor preta era a cor utilizada exclusivamente para o luto (moda esta lançada pela rainha Vitoria em 1861). Na década de 20 a estilista cria o famoso “pretinho básico” peça fundamental até os dias de hoje. Madeimoselle Chanel foi uma mulher extremamente forte e admirável. Pode não ter sido a maior costureira de seu tempo, pois haviam muitos outros tão memoráveis quanto ela (como Madeleine Vionnet e Cristobal Balenciaga) mas com absoluta certeza foi a maior criadora de moda de todos os tempos, fundindo o masculino com o feminino, a dureza e o charme, a simplicidade e o luxo.
Dizem que, certa vez, encontrando Chanel em um dos seus empobrecidos pretinhos básico, o insolente Poiret perguntou: “Por
quem está de luto, mademoiselle?” E ela, mais insolente ainda responde: “Por você, monsieur!”
Apesar de suas obras terem inspiração no vestuário masculino, sempre foram extremamente femininas e charmosas. A simplicidade era contrabalançada pós acessórios magníficos como as perolas que adorava. Todas suas criações foram sempre à frente de seu tempo. Revolucionárias. Por trás disto estava um ideal de liberdade para a figura feminina que não deveria se submeter às vontades masculinas. Foi um período de emancipação da mulher.
A trajetória de Gabrielle Coco Chanel é rica e muito interessante. Teve muitos amores e muito tino para os negócios. Superou tempos dificílimos, miséria e guerras (teve de fechar sua maison durante a 2a Grande Guerra e reabriu-a ao término desta em 1954) e fez das crises oportunidades para sucesso. Não se deixou abater e recusou-se a fazer o papel de dama indefesa e frágil que era considerado sinal de elegância até o período da Belle Époque, influenciando completamente o comportamento de uma geração.
Este post não tem como objetivo transcrever a biografia da maior estilista de todos os tempos, mas apenas mostrar um pouco do espirito de Chanel, que por si só é admirável, além de sua incrível obra.
O filme é bem bacana e vale a pena assistir. Veja o trailler abaixo:
Fontes: Seeling, Charlotte (1999) – Moda: o Século dos Estilistas e Baudot,François (2002) – Moda do século


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