por Cyn Cardoso
Artigos com o marcador Chanel
Particuliere e seus genéricos
15/07/10
Oi gente! Esse é o meu primeiro post aqui no Camouflage, então vamos às apresentações:
Eu sou a Marina, do blog Bem Bonito, e fui convidada pela queridíssima Cyn a participar aqui do Camouflage, pra falar sobre beleza, que é o assunto do meu blog. Adorei e convite e cá estou!
Vocês podem me encontrar também no twitter: @olaaenfermeira
Hoje trouxe um assunto que eu adoro (esmaltes), e que vem se destacando muito na moda. O esmalte já é considerado como um acessório de moda, indispensável nas produções, e não está mais em segundo plano.
A Chanel não dita tendências somente no vestuário e na maquiagem. Já há algumas temporadas os esmaltes usados nos desfiles da marca têm se tornado verdadeiro objeto de desejo mundial. Aconteceu com o Blue Satin, com o Vendetta, com o Jade (o famoso verdinho que inspira até hoje diversas marcas brasileiras) e atualmente, com o Particuliere. Muito já se falou, e certamente ainda muito vai se falar sobre esse esmalte marrom cremoso, de fundo acizentado, desejado por 10 entre 10 mulheres antenadas.

Como o Particuliere, além de ser difícil de se achar, tem um preço nada convidativo (R$92,00 na Sack’s), diversas marcas brasileiras de esmaltes fizeram as suas próprias versões do Particuliere.
Então, se você se recusa a pagar tão caro pelo original, ou simplesmente não consegue comprá-lo (diz-se que em lojas físicas da Chanel a lista de espera por este vidrinho chega a centenas de mulheres, e na Sack’s eu nunca vi disponível), confira abaixo as várias opções existentes para ficar com as unhas na vibe Particuliere wannabe!

Algumas opções, da esquerda para a direita: Jackie, da Impala, 677 da Hits, Café Creme da Impala, Posh Polish da Eyeko, Fendi Queimado da Impala (esse tem efeito matte – fica fosco depois de seco), Frisson! da Ana Hickmann, Cappuccino e Citrino Nude (esse é cintilante), ambos da Risqué.
Viram só? Claro que há diferenças entre os esmaltes, porém eles são todos bem parecidos. E é importante comentar também que, ao que tudo indica, o Café Creme, da coleção de inverno da Impala, é o esmalte que mais se aproxima do Particuliere. Nesse post aqui, tem uma comparação entre os dois, e eles são realmente quase idênticos!
Mas, e nas unhas? Como ficam? Vejamos:

Da esquerda para a direita: Jackie, 677 Hits, Café Creme e Posh Polish. Todos bem parecidos.

Da esquerda para a direita: Fendi Queimado, Frisson!, Cappuccino e Citrino Nude.
Dá pra perceber bem o efeito do Fendi Queimado, que é matte. Eu adoro. O Cappuccino e o Citrino Nude são bem mais claros, e nessa foto não dá pra perceber muito bem, mas o Citrino tem mini brilhos dourados/amarelos.
Anyway, as opções são muitas. São acessíveis, muito fáceis de se encontrar e certamente ficam tão bonitas tanto quanto o Particuliere.
Portanto, vamos aproveitar que o inverno já chegou, e usar e abusar dos marrons/acizentados!
Gabrielle Coco Chanel
24/06/10
Artigo previamente publicado por mim no site Chat Feminino em August 21, 2009 (21:22)
Nossa queridíssima Nary já postou por aqui, o trailer de Coco Avant Chanel, filme baseado na biografia de Gabrielle Chanel, a mais querida estilista entre os fashionistas de plantão. O filme, que confesso estar louca para assistir, tem previsão de estréia para outubro deste ano.
Enquanto espero ansiosíssima pelo filme, espero conseguir mostrar vocês um pouquinho sobre a estilista e o porquê dela ser tão admirada ainda nos dias de hoje, não somente por sua obra, mas principalmente por sua atitude completamente avant-garde.
Mademoiselle Chanel nasceu no ano de 1883 em uma pequena cidade comercial de Saumur. De família extremamente pobre, foi mandada a um orfanato de freiras aos 12 anos de idade devido à morte prematura de sua mãe. Aos 18 foi colocada em um internato para moças onde dormia sem aquecimento e lavava as escadas depois das aulas e aprendeu a costurar. Devido à infância difícil se tornou uma mulher bastante forte e até mesmo dura. Entendia que para deixar para trás sua condição de extrema pobreza, deveria trabalhar duro.
Trabalhou como vendedora em uma loja de tecidos, e sonhava com uma carreira de cantora de cabaré. Chegou a cantar em um café chamado La Rotonde e ganhou o apelido de Coco por costumar cantar uma canção infantil chamada “Qui qu’a vu Coco”. Aos 25 anos conhece o herdeiro de uma grande fabrica de tecidos, Etiene Balsan, que se apaixona por madeimoselle Chanel e a leva para Royallieu, perto de Paris. Assim, Coco conhece a alta sociedade parisiense e percebe que as mulheres não passavam de objetos para excitar a libido dos homens.
Esta é a Belle Époque, período em que mulheres ainda eram aprisionadas por tortuosos espartilhos que lhes deformavam o corpo, afinando a cintura e apertando as costelas flutuantes e orgãos internos. Coco, que não queria ser mais um objeto, decide sabotar estas tendências e começa a transformar suas roupas e a vestir-se de forma mais simples, encontrando sua inspiração nos trajes masculinos.
Gabrielle passa a impor sua maneira de ser em seu modo de vestir, quase que pregando a liberdade de movimentos e a elegância na simplicidade. Menos, para Coco é mais e assim ela percebe uma oportunidade de ganhar dinheiro transformando a moda imposta até então. Abre em Paris um atelier de chapéus. Suas criações são nada mais que fruto de suas necessidades, se criava vestidos para a noite era poque ela própria era convidada para festas da alta-sociedade. Cria roupas feitas em jersey ou tweed para poder cavalgar como faziam os homens e usava de materiais que antes eram considerados pobres para superar a crise do pós-guerra na qual materiais considerados mais elegantes eram escassos.
Até Chanel, a cor preta era a cor utilizada exclusivamente para o luto (moda esta lançada pela rainha Vitoria em 1861). Na década de 20 a estilista cria o famoso “pretinho básico” peça fundamental até os dias de hoje. Madeimoselle Chanel foi uma mulher extremamente forte e admirável. Pode não ter sido a maior costureira de seu tempo, pois haviam muitos outros tão memoráveis quanto ela (como Madeleine Vionnet e Cristobal Balenciaga) mas com absoluta certeza foi a maior criadora de moda de todos os tempos, fundindo o masculino com o feminino, a dureza e o charme, a simplicidade e o luxo.
Dizem que, certa vez, encontrando Chanel em um dos seus empobrecidos pretinhos básico, o insolente Poiret perguntou: “Por
quem está de luto, mademoiselle?” E ela, mais insolente ainda responde: “Por você, monsieur!”
Apesar de suas obras terem inspiração no vestuário masculino, sempre foram extremamente femininas e charmosas. A simplicidade era contrabalançada pós acessórios magníficos como as perolas que adorava. Todas suas criações foram sempre à frente de seu tempo. Revolucionárias. Por trás disto estava um ideal de liberdade para a figura feminina que não deveria se submeter às vontades masculinas. Foi um período de emancipação da mulher.
A trajetória de Gabrielle Coco Chanel é rica e muito interessante. Teve muitos amores e muito tino para os negócios. Superou tempos dificílimos, miséria e guerras (teve de fechar sua maison durante a 2a Grande Guerra e reabriu-a ao término desta em 1954) e fez das crises oportunidades para sucesso. Não se deixou abater e recusou-se a fazer o papel de dama indefesa e frágil que era considerado sinal de elegância até o período da Belle Époque, influenciando completamente o comportamento de uma geração.
Este post não tem como objetivo transcrever a biografia da maior estilista de todos os tempos, mas apenas mostrar um pouco do espirito de Chanel, que por si só é admirável, além de sua incrível obra.
O filme é bem bacana e vale a pena assistir. Veja o trailler abaixo:
Fontes: Seeling, Charlotte (1999) – Moda: o Século dos Estilistas e Baudot,François (2002) – Moda do séculoExposição: Vera Valdez, o Sol da Maison Chanel
26/08/09


Essa dica é para os fashionistas de plantão e fãs de Chanel como eu. Aqui no Rio está rolando a exposição com curadoria de Danniel Rangel, “Vera Valdez, o Sol da Maison Chanel“.
A brasileira Vera Valdez foi uma das manequins preferidas de Coco Chanel, que não tinha o costume de desenhar suas coleções, e sim, modelar as roupas diretamente nos corpos de suas modelos.
Vera era uma das preferidas, pois tinha o mesmo biotipo de Chanel, e ao modelar as roupas no corpo de Vera, sentia como se estivesse criando roupas para si.
Dei uma conferida na exposição hoje e gostei bastante do que vi. Fui super bem recebida pelas hostess que tinham alegria em explicar a exposição que mostra da trajetória da modelo, através de fotos feitas no atelier da estilista e revistas dos anos dourados da moda mundial. Além das fotos e revistas, é possivel assistir um documentário (super gostosinho de ver, por sinal) de 15 minutos onde a modelo relembra com algumas de suas colegas, os anos em que trabalharam diretamente com a maior criadora de moda de todos os tempos, revelando até mesmo algumas caracteristicas de seu temperamento.
Para completar a exposição, com objetivo de homenagear Chanel, 30 estilistas convidados criaram looks inspirados no estilo dessa revolucionária da moda. As peças vestem bonecas de pano confeccionadas pelas artesãs da organização não governamental OrientaVida que, depois de expostas, serão leiloadas com renda revertida para a própria instituição. As bonecas são umas graças, porém o preço é um pouco salgado na minha opinião (apesar de ter ficado na vontade de ter uma) – cerca de 500 reais cada uma.
Vale a pena coferir a expo que está rolando na belíssima Mansão Figner – localizada no Flamengo – e o melhor é que a entrada é franca.
Serviço:
Período: 25 de agosto a 13 de setembro
Local: Mansão Figner (Rua Marquês de Abrantes, 99 – Flamengo)
Horário: das 10h às 18h (de segunda a segunda)
Entrada franca



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